LITORAL SUL DOA MUDAS PARA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

LITORAL SUL DOA MUDAS PARA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

As 50 mudas nativas doadas são provenientes do Programa de Resgate de Flora das obras do Contorno Viário de Florianópolis.

Jerivá, Carobinha, Timbaúva e Pitangueira são algumas das espécies nativas das 50 mudas doadas pela Litoral Sul destinadas a recuperar uma área no município de Águas Mornas, na região da Grande Florianópolis. No local, estavam plantadas árvores de pinus, espécie que não é pertencente ao ecossistema da Mata Atlântica e prejudica o desenvolvimento da flora nativa.

As mudas doadas pela concessionária são produzidas no âmbito do Programa de Resgate de Flora do Contorno Viário de Florianópolis, que tem como uma das atividades a coleta de sementes de árvores (resgate de germoplasma) que são retiradas em função da construção da rodovia. O trabalho é muito importante, pois resguarda amostras significativas da diversidade da flora da região e ainda gera a produção de mudas, como as doadas para recuperação ambiental.

O plantio das mudas em Águas Mornas será acompanhado pela equipe de flora e mensalmente será realizado o monitoramento para verificar o desenvolvimento das plantas.

 

AUTORIDADES VISITAM OBRAS DO  CONTORNO RODOVIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS

AUTORIDADES VISITAM OBRAS DO CONTORNO RODOVIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS

Grupo composto por 60 pessoas, entre lideranças políticas e imprensa, percorreu boa parte da extensão da obra, conhecendo de perto os desafios de engenharia do Contorno de Florianópolis

Uma comitiva de autoridades regionais e integrantes da imprensa passou a tarde desta segunda-feira (9.07) conhecendo em profundidade os detalhes das obras do Contorno Viário de Florianópolis, obra que faz parte da concessão da Arteris Litoral Sul e que está em plena execução, contando atualmente com a força de trabalho de mais de mil pessoas. O grupo percorreu os 70% de extensão do empreendimento que estão com obras, ou seja, passaram por 34 dos 50 quilômetros totais da futura rodovia. A visita foi organizada em conjunto pela Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa de Santa Catarina e pela Litoral Sul.

O roteiro partiu do escritório da concessionária em São José, dedicado com exclusividade para as operações referentes ao Contorno, e seguiu pelas obras nos trechos Intermediário e Norte. Ao longo de quase quatro horas, o grupo formado por prefeitos, vereadores, entidades, deputado estadual e imprensa fez uma imersão dos detalhes técnicos da obra do Contorno, tirando dúvidas e conferindo a evolução do empreendimento entre os municípios de Palhoça, São José e Biguaçu.

Para o diretor superintendente da Arteris Litoral Sul, André Bianchi, uma visita técnica como a realizada nesta segunda é de extrema importância, pois é uma oportunidade de mostrar como a obra já avançou e consequentemente corroborar o compromisso da concessionária em entregar o Contorno. “Diferentemente de outras obras de infraestrutura, a característica do Contorno, como uma rodovia, exige que sejam percorridas as várias frentes em obras para que se possa acompanhar a dimensão do processo, o avanço conquistado e o esforço empregado em sua execução. As visitas técnicas nos dão essa oportunidade de mostrar as técnicas de engenharia, a complexidade do projeto, explicar em detalhes o que está sendo feito em cada trecho e reforçar o caráter prioritário do Contorno para a Arteris”, destacou.

Emissão de licenças será prioridade

Durante a atividade, o grupo de 60 participantes da visita recebeu em primeira mão da concessionária a informação da entrada do processo de licenciamento ambiental do trecho ainda pendente de licença de instalação do Contorno – os últimos 3,5 quilômetros finais da rodovia – na lista de prioridades do Ministério da Casa Civil e do IBAMA, juntamente com os esforços que já são empreendidos pela ANTT, na liberação destes licenciamentos que ainda faltam.

“Recebemos essa correspondência da diretoria do Departamento de Gestão Ambiental e Desapropriação do Ministério dos Transportes no último dia 28 de junho e estamos confiantes de que o processo de avaliação e a consequente emissão da licença pendente serão resolvidos em breve. Não temos dúvida de que o Fórum Parlamentar Catarinense e sua atuação ativa nas instâncias do Governo Federal foi o responsável por esse decisivo encaminhamento”, destaca Bianchi.

Desafios da engenharia

O superintendente de investimentos do Contorno, o engenheiro Marcelo Modolo, explicou durante a visita que um dos maiores compromissos da Arteris está em conferir o máximo de qualidade ao trabalho executado nas obras, buscando a entrega de uma rodovia segura, durável e altamente tecnológica aos usuários. “Estamos fazendo um pavimento que esteja adequado pelos próximos 50 anos”, ressaltou, destacando ainda que o projeto conta com 26 obras de arte de engenharia, que são determinados tipos de construção que precisam de especialização, como trevos, pontes, viadutos e túneis.

Uma das técnicas de engenharia desenvolvidas no Contorno é a utilização de geodrenos, um material drenante necessário para dar mais estabilidade à pavimentação e assim conquistar um resultado em apenas nove meses, em vez de dois a quatro anos. “Com essas técnicas conseguimos adiantar o processo de aterramento, que naturalmente levaria até quatro vezes do tempo para acontecer”, pontua Marcelo. Nas obras do Contorno, está prevista a utilização de 2,5 milhões de metros de geodrenos, que são espécies de cânulas utilizadas para retirar a água presente no subsolo e conferir maior estabilidade à superfície durante as etapas de terraplagem.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA REVELA RIQUEZA DA FAUNA PRESENTE NA REGIÃO DA GRANDE FLORIANÓPOLIS

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA REVELA RIQUEZA DA FAUNA PRESENTE NA REGIÃO DA GRANDE FLORIANÓPOLIS

Mostra sediada no Continente Shopping, em São José, revela fauna monitorada desde 2014 na região das obras do Contorno Viário de Florianópolis

O olhar atento de biólogos que vão a campo em vários pontos ao longo da região vizinha às obras do Contorno Rodoviário de Florianópolis pode ser contemplado na mostra fotográfica Nossa Fauna, em exibição no Continente Shopping, em São José, até o dia 16 de Julho.

As 11 fotos que compõem o acervo da exposição revelam a riqueza da fauna presente na mata da região, marcada pela presença de animais muitas vezes não conhecidos da população. A exposição reúne registros fotográficos de biólogos realizados desde 2014 durante o trabalho de execução do Programa de Monitoramento de Fauna e Bioindicadores das obras, que compõe o Plano Básico Ambiental (PBA) do Contorno, composto de 13 programas no total.

Durante a execução do PBA, que observa o comportamento de animais de diversas espécies e analisa a relação da fauna com as etapas nova rodovia em construção, as equipes catalogam os diferentes tipos de fauna nativa e depois acompanham sua evolução. Por ano, são realizadas quatro campanhas para cada um dos grupos (avifauna, herpetofauna, mastofauna e ictiofauna), uma em cada estação do ano, uma vez que as caraterísticas e hábitos dos animais modificam-se com o clima. No trabalho de campo, momento em que os registros da exposição foram feitos, as equipes se embrenham mata dentro por um período de 16 dias para estudar mamíferos, aves, repteis, anfíbios etc., levantando dados sobre o ecossistema local.

SERVIÇO

O que: Mostra Fotográfica Nossa Fauna

Onde: Continente Shopping

Endereço: BR-101 SC, KM 211, esquina com a Rodovia SC 407 – Distrito Industrial, São José – SC

Período de Exposição: até 16 de Julho

Quanto: Gratuito

Sobre o Contorno Viário de Florianópolis

O Contorno Viário de Florianópolis é importante não só para a região da Grande Florianópolis, mas também para toda região Sul do país e para o Mercosul. A nova rodovia terá 50 quilômetros de pista dupla, passando por Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José e Palhoça e, segundo estudos, irá desviar 20% do tráfego da BR-101/SC na região da Capital Catarinense. Atualmente, a concessionária trabalha em 36 dos 50 quilômetros, com obras nos Trechos Norte e Intermediário.

 A realização do Programa de Monitoramento da Fauna e Bioindicadores do Contorno Rodoviário de Florianópolis é uma medida de compensação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

 

 

WORKSHOP DE GESTÃO AMBIENTAL PROMOVE ALINHAMENTO DE EQUIPES QUE ATUAM NAS OBRAS DO CONTORNO

WORKSHOP DE GESTÃO AMBIENTAL PROMOVE ALINHAMENTO DE EQUIPES QUE ATUAM NAS OBRAS DO CONTORNO

Atividade faz parte do Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores e reuniu 25 profissionais que atuam como líderes de obra

Coordenadores, engenheiros e encarregados da construtora que atua na implantação das obras do Contorno Viário de Florianópolis participaram no último dia 13 de junho do “Workshop de Gestão Ambiental no Contorno de Florianópolis”. A atividade contou com a presença de diversos consultores que executam atividades do Projeto Básico Ambiental (PBA) da obra, como Programa de Comunicação Social, Programa de Afugentamento e Salvamento de Fauna, Programa de Resgate de Flora/Controle e Minimização da Supressão da Vegetação e Gestão Ambiental e Supervisão de Obras.

Realizada no âmbito da Semana Mundial do Meio Ambiente, a oficina mobilizou 25 profissionais que, durante quatro horas, puderam rever, analisar e tirar dúvidas sobre questões como os requisitos legais relacionados ao dia a dia das obras, diretrizes de meio ambiente, comunicação assertiva no relacionamento com a comunidade, cuidado com a fauna e flora etc., focando na responsabilidade de cada indivíduo.

Para Daniela Bussmann, coordenadora de Meio Ambiente da Arteris Litoral Sul no âmbito das obras Contorno Viário de Florianópolis, a atividade realizada é de extrema importância para o bom andamento das obras e alinhamento de informações. “Essas lideranças atuam coordenando os trabalhadores na linha de frente nas obras e este tipo de atividade é essencial para ressaltar sempre as boas práticas que devem ser seguidas nesta ampla área que é o Meio Ambiente, além das diretrizes e do compromisso do Grupo Arteris em construir uma obra segura e ambientalmente correta”, salienta Daniela.

PROJETO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL JÁ RETIROU MAIS DE 30 MIL ÁRVORES EXÓTICAS DA BAIXADA DO MACIAMBU

PROJETO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL JÁ RETIROU MAIS DE 30 MIL ÁRVORES EXÓTICAS DA BAIXADA DO MACIAMBU

Por não serem nativas, espécies exóticas impedem o desenvolvimento das plantas silvestres e ainda interferem no ciclo de vida dos animais nativos da Mata Atlântica

Há um ano teve início um trabalho único na região da Baixada do Maciambu, em Palhoça, parte importante do ecossistema da maior unidade de conservação de Santa Catarina, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (PEST). O Viva Restinga – Projeto de Restauração da Baixada do Maciambu foi lançado em abril de 2017 e é uma ação coordenada pela Arteris Litoral Sul por meio de uma compensação ambiental proveniente da implantação das obras do Contorno Viário de Florianópolis.

No período de 12 meses, o trabalho em desenvolvimento já fez a derrubada e o arranquio de 32.404 árvores exóticas, principalmente pinus, a principal espécie invasora da área.  Por não ser nativo, o pinus impede o desenvolvimento das plantas silvestres e ainda interfere no ciclo de vida dos animais nativos da Mata Atlântica.

Para Daniela Bussmann, coordenadora de Meio Ambiente das obras do Contorno, o Viva Restinga é um dos mais importantes projetos entre todas as ações que englobam os 13 programas ambientais executados no âmbito das obras da nova rodovia. “A Baixada do Maciambu é uma área extremamente importante do ecossistema do PEST e sem dúvida este projeto tem um destaque especial entre as ações que executamos. Nossa expectativa para 2018 é iniciar em breve o plantio e que essas mudas se desenvolvam para recompor o local, tão necessário para o equilíbrio do Meio Ambiente da região”, destacou Daniela.

São cerca de 15 profissionais diretamente envolvidos na recuperação e recentemente a equipe concluiu o controle da vegetação exótica das árvores adultas, seguindo agora com a atividade chamada de controle da regeneração, fase que demanda cuidado e atenção do grupo que atua no campo, pois o renascimento de espécies exóticas como o pinus é bastante persistente.

Segundo o biólogo Felipe do Vale, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), consultoria ambiental contratada pela concessionária para executar o trabalho, o pinus além de ser encontrado com maior frequência na área em recuperação é a espécie mais agressiva. “Para fazer o trabalho de supressão das exóticas usamos técnicas como o corte na base, o anelamento de algumas árvores selecionadas para formação de poleiros secos (que funcionam como abrigo de animais) e o arranquio manual de árvores ou arbustos de pequeno porte, todas as técnicas junto com um detalhado monitoramento para evitar possível rebrota”, explicou.

Quase 7 mil mudas cultivadas para o plantio de nativas

Outro foco de trabalho do Viva Restinga neste momento é a preparação para o plantio de flora nativa. Para isso, já foram produzidas em viveiro 6.807 mudas, desenvolvidas a partir de sementes nativas coletadas na própria área. O trabalho consistiu em catalogar 251 árvores matrizes, que compõem 34 espécies nativas da restinga. Até o momento, um total de 136 coletas já foram realizadas, representando 33 espécies.

“A coleta de sementes de matrizes do próprio Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é uma medida adotada para que as mudas usadas sejam autóctones, ou seja, que ocorrem naturalmente no local, evitando a introdução de genes não compatíveis aos existentes na região ou até mesmo subespécies de um de determinado gênero”, detalha o biólogo Felipe.

Sobre o Contorno Viário de Florianópolis A nova rodovia terá 50 quilômetros de pista dupla, passando por Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José e Palhoça e, segundo estudos, irá desviar 20% do tráfego da BR-101/SC na região da Capital Catarinense. Uma obra importante não só para a região da Grande Florianópolis, mas também para toda região Sul do país e para Mercosul.

Sobre a Arteris Litoral Sul – Concessionária responsável, desde 2008, pelo trecho entre Curitiba (PR) e Palhoça (SC) formado pelo Contorno Leste de Curitiba e pelas BRs 376 e 101. Durante os 25 anos do contrato de concessão, serão investidos R$ 5,6 bilhões em melhorias no trecho, incluindo a operação das rodovias. A Autopista Litoral Sul, com sede social localizada na cidade de Joinville (SC), local para onde deverão ser encaminhadas todas as comunicações legais, se constitui em pessoa jurídica distinta de Arteris S.A. (sua controladora societária). A companhia mantém programas permanentes de conscientização e recebeu, em 2016, o Prêmio DENATRAN de Educação no Trânsito, com o Projeto Escola Arteris, programa com foco na humanização do trânsito por meio da cidadania, ética e convívio social. Saiba mais: www.arteris.com.br.

 

JORNAL DA OBRA DO CONTORNO É DISTRIBUÍDO EM PALHOÇA, SÃO JOSÉ E BIGUAÇU

JORNAL DA OBRA DO CONTORNO É DISTRIBUÍDO EM PALHOÇA, SÃO JOSÉ E BIGUAÇU

Edição de número 14 do informativo está sendo entregue de casa em casa na região das obras da nova da Rodovia

Cerca de 10 mil exemplares da última edição do Jornal da Obra, que pode ser lida na íntegra aqui, estão sendo distribuídos casa a casa na região vizinha às obras do Contorno Viário de Florianópolis. O boletim informativo, que é publicado pela Arteris Litoral Sul desde março de 2014, traz informações de acompanhamento das obras, detalhes dos 13 programas ambientais que estão sendo desenvolvidos, novidades sobre a rodovia e, ainda, trouxe na última edição um perguntas e respostas respondido pelo Superintendente de Investimentos do Contorno, Marcelo Módolo.

Os bairros de cada um dos municípios por onde as obras do Contorno Viário passa que estão recebendo a distribuição do jornal são:

Biguaçu: Sorocaba, Três Riachos e Encruzilhada.

São José: Alto Forquilhas, Colônia Santana e Sertão do Maruim.

Palhoça:  São Sebastião,  Aririú  (Após a 282),  Guarda do Cubatão (Após a BR-282), Pedra Branca,  Bela Vista e Pacheco.

COMUNIDADES INDÍGENAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE AÇÃO EM SHOPPING DE SÃO JOSÉ

COMUNIDADES INDÍGENAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE AÇÃO EM SHOPPING DE SÃO JOSÉ

A iniciativa ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis

Atividades realizadas em conjunto com dez comunidades indígenas da Grande Florianópolis – das cidades de Palhoça, Biguaçu e Canelinha – integram o Abril Indígena no Continente Shopping, em São José. Fazem parte da programação uma exposição de artesanato indígena Guarani, a venda de artesanato, além de apresentações de corais e rodas de conversa.

A iniciativa ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis, como uma das medidas de compensação relativas aos impactos da obra – que é de responsabilidade da Arteris Litoral Sul. O processo de licenciamento ambiental é conduzido pelo IBAMA com a participação da Funai, junto dos programas socioambientais que compõem o Plano Básico Ambiental Indígena.

Agende-se

O quê: Abril Indígena

Quando: de 2 a 29 de abril.

Onde: no Continente Shopping

Quanto: gratuito

Programação

Exposição de Artesanato Indígena Guarani: de 2 a 29 de abril

Apresentação de corais e roda de conversa sobre a cultura Guarani

19 de abril: Coral da aldeia de Amaral, às 11h Coral da aldeia de Massiambu, às 16h

25 de abril: Coral da aldeia de Canelinha, às 11h/ Coral da aldeia de Itanhaém, às 16h

Venda de artesanatos

Dias 19 e 25 de abril

INDÍGENAS DAS COMUNIDADES MORRO DOS CAVALOS E CAMBIRELA RECEBEM DOAÇÃO DE LENHAS

INDÍGENAS DAS COMUNIDADES MORRO DOS CAVALOS E CAMBIRELA RECEBEM DOAÇÃO DE LENHAS

Madeira é proveniente de áreas onde o Contorno Viário de Florianópolis está sendo implantado.

Aproximadamente 300 metros estéreos* de lenha nativa foram doados às comunidades indígenas Morro dos Cavalos e Cambirela, localizadas em Palhoça. A Arteris Litoral Sul recebeu o pedido dos indígenas e encaminhou todos os trâmites legais para concretizar a doação, incluindo todo o suporte técnico necessário para preenchimento do sistema do IBAMA de emissão de Documento de Origem Florestal (DOF) para transporte do material e efetivação de homologação de créditos de reposição florestal.

A lenha doada vem de áreas que deram espaço à construção do Contorno no município de Palhoça e a quantidade doada equivale a cinco cargas de caminhão caçamba com 7,5 metros de comprimento. Para a Arteris Litoral Sul, esse tipo de ação reforça o esforço de construir a rodovia seguindo, além da obrigação e compromissos legais do processo de licenciamento ambiental, preceitos fundamentais de sustentabilidade. “Nos deixa muito satisfeitos dar o melhor destino possível para a madeira proveniente da supressão vegetal necessária para a implantação das obras do Contorno”, completa Daniela Bussmann, coordenadora de Meio Ambiente do Contorno.

*Metro Estéreo é uma medida que equivale a uma pilha de madeira com um metro de comprimento, um metro de largura e um metro de altura, com espaços vazios entre as peças.

 

ESCOLA DE BIGUAÇU RECEBE MUDAS NATIVAS DA REGIÃO DO CONTORNO PARA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

ESCOLA DE BIGUAÇU RECEBE MUDAS NATIVAS DA REGIÃO DO CONTORNO PARA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

Escola Básica Municipal Professor Donato Alípio de Campos recebeu as mudas da Arteris Litoral Sul. Alunos e professores participaram do plantio

Por uma iniciativa da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Biguaçu (FAMABI) e de professores e diretores da Escola Professor Donato Alípio de Campos, localizada no bairro Prado, em Biguaçu, um terreno vizinho à instituição de ensino foi recuperado com 40 mudas doadas pela Arteris Litoral Sul. O material doado é resultado de semeadura e de mudas resgatadas de áreas que deram espaço à construção do Contorno Viário de Florianópolis.

A recuperação foi feita durante uma atividade escolar realizada no fim de fevereiro e contou com participação direta no plantio de alunos, professores, Arteris Litoral Sul e FAMABI.

Daniela Bussmann, coordenadora de Meio Ambiente das obras do Contorno, ressalta que esse tipo de doação cumpre um papel tão importante quanto o da recuperação ambiental da área. “Esse tipo de ação feita em uma escola e com a participação de alunos e professores é um ganho imensurável para o meio ambiente. O trabalho de recuperação não é somente daquelas mudas que irão crescer e restaurar naturalmente o ambiente degradado, mas da conscientização, da educação que esses alunos estão levando pra casa. Ficamos muito satisfeitos em doar as mudas para este fim”, salientou a bióloga.

As 40 mudas destinadas englobam sete espécies: jerivá – Syagrus romanzoffiana, palmito-juçará – Euterpe edulis, ingá-ferradura – Inga sessilis, pau-angelim – Andira fraxinifolia, canjerana – Cabralea canjerana, pitangueira – Eugenia uniflora e seca-ligeiro – Pera glabrata.

 

MAIS DE 2100 ESTUDANTES JÁ RECEBERAM AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO CONTORNO VIÁRIO

MAIS DE 2100 ESTUDANTES JÁ RECEBERAM AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO CONTORNO VIÁRIO

Com três anos de atividades, número de estudantes, professores e comunidade alcançados nas capacitações deve crescer em 2018

Desde 2015, quando foram iniciadas as atividades do Programa de Educação Ambiental, 11 escolas dos municípios de Palhoça, São José, Biguaçu e Governador Celso Ramos foram alcançadas pelas atividades de Educação Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis. O programa é um dos 13 que estão sendo desenvolvidos no âmbito do licenciamento ambiental das obras e, além dos 2163 alunos, já mobilizou 590 professores e 167 pessoas da comunidade, em sua maioria pais dos estudantes. Para 2018, a expectativa é que 2700 pessoas, entre o público escolar e a comunidade, participem das ações.

Os projetos desenvolvidos envolvem tanto o público escolar (professores e alunos) como a comunidade e os temas que são trabalhados ao longo do ano letivo buscam envolver o que afeta o dia a dia das comunidades vizinhas da futura rodovia. São colocadas em destaque questões relacionadas ao descarte de lixo, à diversidade cultural da Grande Florianópolis, à importância da preservação de ecossistemas de animais silvestres da região vizinha às obras, características dos animais e da vegetação da região, além de Ética e Cidadania, trânsito, entre outros assuntos que podem ser trazidos como importantes em cada escola.

Antonio Martins, pai de um aluno do Ensino Fundamental da Escola Olga de Andrade Borgonovo, de Biguaçu, acompanhou uma das atividades e avaliou como esclarecedor o trabalho que está sendo desenvolvido. “Eu achei fantástica essa apresentação, com muitas informações sobre o Contorno e sobre o trabalho que é feito por trás da obra”, explicou.

Já a diretora da Escola Olga, Lourdes Grespi, afirmou que as ações desenvolvidas ao longo do ano letivo refletem diretamente no comportamento dos alunos na escola. “Depois de algumas palestras e atividades percebemos a responsabilidade deles, cuidando melhor do nosso pátio e das plantas que ali temos. Eles melhoraram muito”, ressaltou a diretora.

Diferentes públicos

O trabalho é desenvolvido em diferentes etapas e engloba quatro projetos que possuem uma sequência didática para os diferentes públicos, além, ainda, da etapa de planejamento pedagógico e reuniões junto com secretarias municipais de educação e escolas. O Circuito Ambiental é voltado ao público escolar formado por professores e alunos, sendo que no início de cada ano é feita em cada município uma ampla capacitação para os professores das escolas envolvidas; o EcoEncontros trabalha com os pais dos alunos envolvidos nas atividades, o Via Cidadã sai do âmbito escolar e vai para a comunidade e o AutoValores junta todos os públicos, com um balanço das atividades desenvolvidas.

Para 2018, além das atividades tradicionais, serão desenvolvidas ações socioambientais em praças e oficinas com a participação das comunidades vizinhas às obras e a realização de parcerias com uma instituição de nível superior para a criação de um grupo de contadores de histórias. O número de pessoas envolvidas nas atividades em 2018 também deve crescer e estima-se que somente no Circuito Ambiental sejam 1300 alunos e professores, além de mais 1400 participantes nos outros projetos. As atividades de Educação Ambiental seguem durante toda a realização das obras.