JORNAL DA OBRA DO CONTORNO É DISTRIBUÍDO EM PALHOÇA, SÃO JOSÉ E BIGUAÇU

JORNAL DA OBRA DO CONTORNO É DISTRIBUÍDO EM PALHOÇA, SÃO JOSÉ E BIGUAÇU

Edição de número 14 do informativo está sendo entregue de casa em casa na região das obras da nova da Rodovia

Cerca de 10 mil exemplares da última edição do Jornal da Obra, que pode ser lida na íntegra aqui, estão sendo distribuídos casa a casa na região vizinha às obras do Contorno Viário de Florianópolis. O boletim informativo, que é publicado pela Arteris Litoral Sul desde março de 2014, traz informações de acompanhamento das obras, detalhes dos 13 programas ambientais que estão sendo desenvolvidos, novidades sobre a rodovia e, ainda, trouxe na última edição um perguntas e respostas respondido pelo Superintendente de Investimentos do Contorno, Marcelo Módolo.

Os bairros de cada um dos municípios por onde as obras do Contorno Viário passa que estão recebendo a distribuição do jornal são:

Biguaçu: Sorocaba, Três Riachos e Encruzilhada.

São José: Alto Forquilhas, Colônia Santana e Sertão do Maruim.

Palhoça:  São Sebastião,  Aririú  (Após a 282),  Guarda do Cubatão (Após a BR-282), Pedra Branca,  Bela Vista e Pacheco.

COMUNIDADES INDÍGENAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE AÇÃO EM SHOPPING DE SÃO JOSÉ

COMUNIDADES INDÍGENAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE AÇÃO EM SHOPPING DE SÃO JOSÉ

A iniciativa ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis

Atividades realizadas em conjunto com dez comunidades indígenas da Grande Florianópolis – das cidades de Palhoça, Biguaçu e Canelinha – integram o Abril Indígena no Continente Shopping, em São José. Fazem parte da programação uma exposição de artesanato indígena Guarani, a venda de artesanato, além de apresentações de corais e rodas de conversa.

A iniciativa ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis, como uma das medidas de compensação relativas aos impactos da obra – que é de responsabilidade da Arteris Litoral Sul. O processo de licenciamento ambiental é conduzido pelo IBAMA com a participação da Funai, junto dos programas socioambientais que compõem o Plano Básico Ambiental Indígena.

Agende-se

O quê: Abril Indígena

Quando: de 2 a 29 de abril.

Onde: no Continente Shopping

Quanto: gratuito

Programação

Exposição de Artesanato Indígena Guarani: de 2 a 29 de abril

Apresentação de corais e roda de conversa sobre a cultura Guarani

19 de abril: Coral da aldeia de Amaral, às 11h Coral da aldeia de Massiambu, às 16h

25 de abril: Coral da aldeia de Canelinha, às 11h/ Coral da aldeia de Itanhaém, às 16h

Venda de artesanatos

Dias 19 e 25 de abril

INDÍGENAS DAS COMUNIDADES MORRO DOS CAVALOS E CAMBIRELA RECEBEM DOAÇÃO DE LENHAS

INDÍGENAS DAS COMUNIDADES MORRO DOS CAVALOS E CAMBIRELA RECEBEM DOAÇÃO DE LENHAS

Madeira é proveniente de áreas onde o Contorno Viário de Florianópolis está sendo implantado.

Aproximadamente 300 metros estéreos* de lenha nativa foram doados às comunidades indígenas Morro dos Cavalos e Cambirela, localizadas em Palhoça. A Arteris Litoral Sul recebeu o pedido dos indígenas e encaminhou todos os trâmites legais para concretizar a doação, incluindo todo o suporte técnico necessário para preenchimento do sistema do IBAMA de emissão de Documento de Origem Florestal (DOF) para transporte do material e efetivação de homologação de créditos de reposição florestal.

A lenha doada vem de áreas que deram espaço à construção do Contorno no município de Palhoça e a quantidade doada equivale a cinco cargas de caminhão caçamba com 7,5 metros de comprimento. Para a Arteris Litoral Sul, esse tipo de ação reforça o esforço de construir a rodovia seguindo, além da obrigação e compromissos legais do processo de licenciamento ambiental, preceitos fundamentais de sustentabilidade. “Nos deixa muito satisfeitos dar o melhor destino possível para a madeira proveniente da supressão vegetal necessária para a implantação das obras do Contorno”, completa Daniela Bussmann, coordenadora de Meio Ambiente do Contorno.

*Metro Estéreo é uma medida que equivale a uma pilha de madeira com um metro de comprimento, um metro de largura e um metro de altura, com espaços vazios entre as peças.

 

ESCOLA DE BIGUAÇU RECEBE MUDAS NATIVAS DA REGIÃO DO CONTORNO PARA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

ESCOLA DE BIGUAÇU RECEBE MUDAS NATIVAS DA REGIÃO DO CONTORNO PARA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

Escola Básica Municipal Professor Donato Alípio de Campos recebeu as mudas da Arteris Litoral Sul. Alunos e professores participaram do plantio

Por uma iniciativa da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Biguaçu (FAMABI) e de professores e diretores da Escola Professor Donato Alípio de Campos, localizada no bairro Prado, em Biguaçu, um terreno vizinho à instituição de ensino foi recuperado com 40 mudas doadas pela Arteris Litoral Sul. O material doado é resultado de semeadura e de mudas resgatadas de áreas que deram espaço à construção do Contorno Viário de Florianópolis.

A recuperação foi feita durante uma atividade escolar realizada no fim de fevereiro e contou com participação direta no plantio de alunos, professores, Arteris Litoral Sul e FAMABI.

Daniela Bussmann, coordenadora de Meio Ambiente das obras do Contorno, ressalta que esse tipo de doação cumpre um papel tão importante quanto o da recuperação ambiental da área. “Esse tipo de ação feita em uma escola e com a participação de alunos e professores é um ganho imensurável para o meio ambiente. O trabalho de recuperação não é somente daquelas mudas que irão crescer e restaurar naturalmente o ambiente degradado, mas da conscientização, da educação que esses alunos estão levando pra casa. Ficamos muito satisfeitos em doar as mudas para este fim”, salientou a bióloga.

As 40 mudas destinadas englobam sete espécies: jerivá – Syagrus romanzoffiana, palmito-juçará – Euterpe edulis, ingá-ferradura – Inga sessilis, pau-angelim – Andira fraxinifolia, canjerana – Cabralea canjerana, pitangueira – Eugenia uniflora e seca-ligeiro – Pera glabrata.

 

MAIS DE 2100 ESTUDANTES JÁ RECEBERAM AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO CONTORNO VIÁRIO

MAIS DE 2100 ESTUDANTES JÁ RECEBERAM AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO CONTORNO VIÁRIO

Com três anos de atividades, número de estudantes, professores e comunidade alcançados nas capacitações deve crescer em 2018

Desde 2015, quando foram iniciadas as atividades do Programa de Educação Ambiental, 11 escolas dos municípios de Palhoça, São José, Biguaçu e Governador Celso Ramos foram alcançadas pelas atividades de Educação Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis. O programa é um dos 13 que estão sendo desenvolvidos no âmbito do licenciamento ambiental das obras e, além dos 2163 alunos, já mobilizou 590 professores e 167 pessoas da comunidade, em sua maioria pais dos estudantes. Para 2018, a expectativa é que 2700 pessoas, entre o público escolar e a comunidade, participem das ações.

Os projetos desenvolvidos envolvem tanto o público escolar (professores e alunos) como a comunidade e os temas que são trabalhados ao longo do ano letivo buscam envolver o que afeta o dia a dia das comunidades vizinhas da futura rodovia. São colocadas em destaque questões relacionadas ao descarte de lixo, à diversidade cultural da Grande Florianópolis, à importância da preservação de ecossistemas de animais silvestres da região vizinha às obras, características dos animais e da vegetação da região, além de Ética e Cidadania, trânsito, entre outros assuntos que podem ser trazidos como importantes em cada escola.

Antonio Martins, pai de um aluno do Ensino Fundamental da Escola Olga de Andrade Borgonovo, de Biguaçu, acompanhou uma das atividades e avaliou como esclarecedor o trabalho que está sendo desenvolvido. “Eu achei fantástica essa apresentação, com muitas informações sobre o Contorno e sobre o trabalho que é feito por trás da obra”, explicou.

Já a diretora da Escola Olga, Lourdes Grespi, afirmou que as ações desenvolvidas ao longo do ano letivo refletem diretamente no comportamento dos alunos na escola. “Depois de algumas palestras e atividades percebemos a responsabilidade deles, cuidando melhor do nosso pátio e das plantas que ali temos. Eles melhoraram muito”, ressaltou a diretora.

Diferentes públicos

O trabalho é desenvolvido em diferentes etapas e engloba quatro projetos que possuem uma sequência didática para os diferentes públicos, além, ainda, da etapa de planejamento pedagógico e reuniões junto com secretarias municipais de educação e escolas. O Circuito Ambiental é voltado ao público escolar formado por professores e alunos, sendo que no início de cada ano é feita em cada município uma ampla capacitação para os professores das escolas envolvidas; o EcoEncontros trabalha com os pais dos alunos envolvidos nas atividades, o Via Cidadã sai do âmbito escolar e vai para a comunidade e o AutoValores junta todos os públicos, com um balanço das atividades desenvolvidas.

Para 2018, além das atividades tradicionais, serão desenvolvidas ações socioambientais em praças e oficinas com a participação das comunidades vizinhas às obras e a realização de parcerias com uma instituição de nível superior para a criação de um grupo de contadores de histórias. O número de pessoas envolvidas nas atividades em 2018 também deve crescer e estima-se que somente no Circuito Ambiental sejam 1300 alunos e professores, além de mais 1400 participantes nos outros projetos. As atividades de Educação Ambiental seguem durante toda a realização das obras.

DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS DAS OBRAS DO CONTORNO É TEMA DE CAPACITAÇÃO COM A FATMA

DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS DAS OBRAS DO CONTORNO É TEMA DE CAPACITAÇÃO COM A FATMA

Equipe de meio ambiente da Litoral Sul promoveu workshop sobre gerenciamento de resíduos para capacitar empresas que atuam nas obras do Contorno Viário de Florianópolis

A equipe de Meio Ambiente do Contorno Viário e consultores de empresas que atuam diretamente nas obras do Contorno Viário participaram de uma capacitação sobre o Sistema de Controle de Movimentação de Resíduos e Rejeitos da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma). O objetivo do workshop foi capacitar as empresas que atuam no Contorno, e geram algum tipo de resíduo ou rejeito, a inserir dados no sistema eletrônico utilizado pela Fatma.

Todo e qualquer tipo de material caracterizado como resíduo ou rejeito produzido nas várias frentes de obras da futura rodovia tem destinação controlada desde o seu início – quando foi produzido – até sua destinação final, seguindo os parâmetros da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), além de resoluções e normas técnicas. A capacitação foi solicitada pela coordenadora de Meio Ambiente do Contorno, Daniela Bussmann, que junto com a equipe da Fatma, coordenou a atividade.

“Apesar de todos os resíduos das obras terem sua destinação monitorada pela concessionária e respeitar a legislação, a capacitação da Fatma foi essencial, pois ressaltou para as empresas que geram resíduos na obra, sejam de construção civil ou rejeitos, como inserir de forma eficiente as informações da destinação no sistema eletrônico do órgão ambiental”, salientou Daniela.

Participaram da atividade as empresas Brooks Ambiental, responsável pela coleta e destinação de resíduos de construção e demolição; Multiban Sanitários Portáteis, responsável pela coleta e gestão dos efluentes sanitários; Salini Impregilo, construtora que atua na implantação das obras; e, por fim, Avistar Engenharia, responsável pela Supervisão Ambiental das frentes de obras.

RESÍDUOS NO CONTORNO

Ao todo, entre os diferentes tipos de resíduos gerados no Contorno, foram produzidas desde o início das obras 186 toneladas, além de 27 toneladas de efluentes sanitários e industriais. Toda esta quantidade foi monitorada, detalhada com informações de quem gerou e transportou, assim como informações sobre a destinação, certificação e controle.

 

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA INDÍGENA REVELA COTIDIANO DO POVO GUARANI NA REGIÃO DA GRANDE FLORIANÓPOLIS

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA INDÍGENA REVELA COTIDIANO DO POVO GUARANI NA REGIÃO DA GRANDE FLORIANÓPOLIS

Mostra acontece no Continente Shopping, em São José. Atividade é parte do Componente Indígena do Plano Básico Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis

A mostra fotográfica Aranduá traz imagens produzidas por indígenas de dez comunidades Guarani localizadas nos municípios de Palhoça, Biguaçu e Canelinha, na Grande Florianópolis. Na abertura da exposição, que ficará disponível entre os dias 23 de janeiro e 18 de fevereiro, haverá uma roda de conversa com os autores das 27 obras expostas. A mostra é resultado de uma oficina de fotografia que aconteceu dentro e fora das comunidades no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis, como uma das medidas de compensação relativas aos impactos da obra.

OLHAR INDÍGENA

Muitos dos não indígenas não sabem da existência dessas comunidades tão próximas de suas casas e da capital Florianópolis. Dessa forma, a exposição é um convite para passear um pouco pela cultura Guarani, quase sempre invisível aos olhos das sociedades urbanas contemporâneas. Aranduá significa conhecimento/sabedoria na língua Guarani e expressa  exatamente o que se objetiva repassar: o conhecimento sobre a presença desse povo que possui características únicas em sua organização social, cultura religião e língua, possibilitando o protagonismo dos Guarani como fotógrafos singulares, capturando as imagens de fragmentos dos seus modos de vida.

SERVIÇO

O que: Abertura da Mostra Fotográfica Indígena Aranduá

Onde: Continente Shopping, em frente à loja Kalunga

Endereço: BR-101 SC, KM 211, esquina com a Rodovia SC 407 – Distrito Industrial, São José – SC

Quando: Abertura no dia 23/01, às 17h – Período de Exposição: 23/01 a 18/02

Quanto: Gratuito

O empreendimento é de responsabilidade da Arteris Litoral Sul e o processo de licenciamento ambiental da obra é conduzido pelo IBAMA e pela Funai e os programas socioambientais que compõem o Plano Básico Ambiental Indígena são desenvolvidos pela MPB Engenharia.

O Componente Indígena do Plano Básico Ambiental (CI-PBA) é um programa integrante do processo de Licenciamento Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis que compreende *10 comunidades indígenas da região da Grande Florianópolis. As medidas que estão sendo colocadas em prática têm o objetivo de evitar, reduzir e compensar impactos socioambientais da implantação e operação da nova rodovia sobre estas comunidades indígenas na área de influência do empreendimento.

* Áreas indígenas que compõem o CI-PBA: M’biguaçu, Morro dos Cavalos, Amaral, Itanhaém, Massiambu, Praia de Fora , Cambirela, Amâncio, Canelinha e Praia de Fora 1.

 

OBRAS DO CONTORNO VIÁRIO JÁ ALCANÇAM 19 KM EM BIGUAÇU COMPLETANDO 36 DO TOTAL DE 50 KM DE EXTENSÃO DA RODOVIA

OBRAS DO CONTORNO VIÁRIO JÁ ALCANÇAM 19 KM EM BIGUAÇU COMPLETANDO 36 DO TOTAL DE 50 KM DE EXTENSÃO DA RODOVIA

Com o trecho Intermediário – em São José – praticamente pronto, as obras avançam no trecho mais extenso do Contorno Viário de Florianópolis, localizado em Biguaçu

Diariamente, mais de 700 trabalhadores, cerca de 150 caminhões e 30 escavadeiras, tratores e máquinas pesadas estão na ativa para transformar em realidade a nova rodovia que surge na Grande Florianópolis. O Contorno Viário de Florianópolis está sendo construído com o objetivo de desviar o tráfego de longa distância que atualmente trafega na BR-101 na região de Florianópolis. Os estudos realizados preveem uma redução de aproximadamente 20% na intensidade deste tráfego.

Para isso, a Litoral Sul está trabalhando em 36 dos 50 km do Contorno e atuando para iniciar novos lotes no trecho Sul, localizados em Palhoça. Hoje, em todos os locais onde é possível construir a concessionária está atuando (locais onde há acesso às áreas (desapropriações concluídas), aprovação de projetos e emissão de licenças etc.).

Em Biguaçu, que tem o total de 23 quilômetros dos 50 que compõem a nova rodovia, entre as obras em execução estão as chamadas obras de arte especiais, como pontes e passagens de nível (passagens superiores e inferiores para passagem da comunidade). Além disso, serviços como terraplenagem, geodreno e colocação de manta geotêxtil estão em desenvolvimento.

Os trabalhos foram intensificados nos últimos meses, conforme explica Marcelo Modolo, engenheiro civil e Superintendente de Investimentos do Contorno. “O ritmo dos trabalhos é muito bom e estamos executando fortemente os serviços de terraplanagem. Nestes 19 quilômetros de obras iniciados em fevereiro de 2017 já movimentamos mais de 124 mil m³ de rocha, 220 mil m³ de areia e 800 mil m³ de aterro, o equivalente a aproximadamente 120 mil caminhões”, completa Modolo.

AVANÇO DAS OBRAS

Os trabalhos de construção do Contorno Viário de Florianópolis ocorrem conforme o cronograma definido junto à ANTT e a porcentagem de evolução das obras é dividida em trechos, conforme abaixo:

 

TRECHO         % AVANÇO

NORTE B/Biguaçu     42,85%

NORTE C/Biguaçu     29,06%

NORTE 2N/Biguaçu   38,34%

INTERMEDIÁRIO 2/Biguaçu/São José          18,45%

INTERMEDIÁRIO 3/São José 90,00%

INTERMEDIÁRIO 4/ São José            77,49%

AVANÇO REFERENTE DEZEMBRO/17

 

 

INDÍGENAS DE ALDEIAS VIZINHAS ÀS OBRAS DO CONTORNO PARTICIPAM DE OFICINA DE FOTOGRAFIA E VÍDEO

INDÍGENAS DE ALDEIAS VIZINHAS ÀS OBRAS DO CONTORNO PARTICIPAM DE OFICINA DE FOTOGRAFIA E VÍDEO

A atividade faz parte das ações previstas no Componente Indígena do Plano Básico Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis

Nos dias 22 e 27 de setembro, 15 indígenas das 10* comunidades que fazem parte do Componente Indígena do Plano Básico Ambiental (PBA) do Contorno Viário de Florianópolis participaram de uma oficina de fotografia com a temática “Modo de Vida Indígena Guarani”. O objetivo final da atividade é fazer com que os próprios indígenas possam contar um pouco de seu modo de vida, usando a fotografia como ferramenta de comunicação.

Antes de partirem para prática, os indígenas – com faixa etária entre 18 e 58 anos – tiveram aula sobre a história da fotografia, luz, câmera, foto (como funcionam os comandos), tipos de fotografia, percepção humana das cores, luz do dia, enquadramento e técnicas para trabalhar com luz. O resultado das fotos produzidas nas oficinas será exposto em eventos nas aldeias e também está prevista a realização de uma mostra fotográfica anual, que será aberta à sociedade e irá contribuir para esclarecer sobre a presença indígena na região e a valorização desta cultura.

Além da oficina de fotografia, foi realizada no final de outubro a primeira oficina de vídeo junto com o grupo. Esse trabalho será feito periodicamente dentro do Componente Indígena e irá gerar como resultado um documentário sobre o modo de vida Guarani.

A cada três meses ainda será produzido pelos participantes, orientados e coordenados pela consultoria responsável pelo desenvolvimento do programa – sob supervisão da Autopista Litoral Sul, um vídeo-noticiário com o intuito de produzir e distribuir materiais informativos nas suas aldeias de origem. O conteúdo será desde informações atualizadas sobre o andamento das obras do Contorno até as atividades sobre o programa voltado aos indígenas.

* Áreas indígenas que compõem o CI-PBA: M’biguaçu, Morro dos Cavalos, Amaral, Itanhaém, Massiambu, Praia de Fora 2, Cambirela, Amâncio, Canelinha e Praia de Fora 1.

As oficinas de fotografia e vídeo fazem parte do ‘Componente Indígena do Plano Básico Ambiental (CI-PBA)’, programa integrante do processo de Licenciamento Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis que compreende 10 comunidades indígenas da região da Grande Florianópolis. As medidas que estão sendo colocadas em prática têm o objetivo de evitar, reduzir e compensar impactos socioambientais da implantação e operação da nova rodovia sobre estas comunidades indígenas da área de influência da nova rodovia em construção.

O Contorno Rodoviário de Florianópolis, rodovia de pista dupla com 50 quilômetros de extensão, é uma obra licenciada e autorizada pelo IBAMA através da L.I Nº 1004/2014 e tem o objetivo de desviar cerca de 20% do tráfego de longa distância da BR-101/SC na região de Florianópolis.

ESTUDANTES DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA VISITAM AS OBRAS DO CONTORNO VIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS

ESTUDANTES DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA VISITAM AS OBRAS DO CONTORNO VIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS

Estudantes da graduação e pós-graduação da área de engenharia civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizaram uma visita de estudos às obras do Contorno Viário de Florianópolis no dia 17 de dezembro.

O grupo de 40 acadêmicos, acompanhado por professores e profissionais da Litoral sul, percorreu as obras desde o Trecho Intermediário até o Trecho Norte C, localizado em Biguaçu, tendo a oportunidade de observar de perto a dinâmica de uma obra de grande porte como o Contorno.

“A maioria dos alunos já passou o ciclo básico e agora está nas disciplinas mais práticas como estradas, obras de terra e fundações. Estão vindo em um momento certo, pois viram o teórico e agora veem a prática” explica o professor Marcos  Noronha, do departamento de Engenharia Civil da UFSC. “Ainda mais num dia como hoje, depois de uma enxurrada, quando se aprende muito vendo a obra com estes imprevistos” conclui.

A primeira parte da visita foi uma apresentação detalhada sobre o projeto e o andamento das obras do Contorno, que hoje empregam mais de 600 profissionais e, ao todo, irá gerar 2.500 empregos. Durante a apresentação, que aconteceu na sede da Autopista Litoral Sul, em São José, o Superintendente de Investimentos do Contorno Viário e também engenheiro civil, Marcelo Modolo explicou as técnicas que estão sendo empregadas na construção do Contorno, mostrou mapas e dados de obras de arte de engenharia, além de imagens aéreas que mostram a evolução das obras. Na visita a campo, os estudantes seguiram o percurso da obra em um ônibus, parando na localidade de Três Riachos, em Biguaçu e tirando as dúvidas sobre a terraplanagem e, a técnica de geodreno.

Chamou atenção dos futuros engenheiros o tamanho da estrutura, equipamentos, número de trabalhadores e a logística envolvida na obra.  “Gostei muito. Eu nunca havia visitado uma obra desse porte, com todos esses equipamentos e essa equipe profissional. Para mim foi muito interessante, principalmente ver na prática, na obra, aquilo que foi mostrado na apresentação do projeto”, relata Duane Silveira, aluna da 7ª fase de Engenharia Civil.

“Muitas vezes a gente não tem conhecimento de todo trabalho em equipe que precisa ser feito, das dificuldades – como o clima, o impacto das chuvas na terraplenagem, por exemplo – e como isso afeta o planejamento geral da obra” complementa Humberto Sales, também da 7ª fase.  “Notamos a preocupação e as ações relacionadas às questões de segurança, controles e qualidade com que é conduzida a obra. Eu e vários colegas tivemos essa percepção, por exemplo, ao comparar com visitas a outras obras, principalmente quando são obras com controle público, onde a dinâmica é bem diferente”, completa.

Já Guilherme Silva, mestrando de Engenharia de Transportes considera que a visita foi relevante tanto para o aprendizado dos alunos como para compreender a dimensão da importância de uma obra com essa no contexto da sociedade, “é importante para a sociedade conhecer uma obra que ainda irá salvar muitas vidas no trânsito”, diz.